quinta-feira, 29 de março de 2012

Carlos Tavares



Várias doenças transmitidas por mosquitos, como a malária, a febre de dengue e outras, podem ter a propagação dificultada com um novo material desenvolvido em Portugal. Uma equipa de cientistas, liderada pela Universidade do Minho, criou um material que liberta repelentes e insecticidas por acção da luz solar. Estando a merecer a atenção do Brasil é visto como uma forma de combater epidemias nos países em desenvolvimento.

O físico Carlos Tavares coordena o projecto.

Notícia aqui

quarta-feira, 28 de março de 2012

Renata Gomes



Jovem investigadora portuguesa premiada no Parlamento Britânico

Renata Gomes, de 26 anos, apresentou, em 26 de Março de 2012, o seu projecto científico na Câmara dos Comuns, em Londres. A fazer o doutoramento na Universidade de Oxford, a jovem explicou a uma centena de pessoas e a um júri de cientistas e políticos a estratégia que está a desenvolver para promover, após um enfarte, a regeneração do tecido cardíaco. A sua pesquisa acabaria por receber, entre 53 candidaturas, um Silver Certificate e 2000 libras esterlinas (2386 euros) no âmbito dos prémios Science, Engineering and Technology (SET) for Britain, organizados anualmente pela Comissão Parlamentar e Científica, que fomenta a comunicação entre cientistas e políticos.

A cientista foi a laureada mais jovem de sempre e a primeira a não ser só britânica. Está a desenvolver novas terapêuticas à base de nanotecnologia. A ideia é introduzir pequenos fragmentos genéticos, chamados micro-ARN, nos tecidos cardíacos para aumentar a eficácia dos transplantes de células estaminais, capazes de regenerar o tecido afectado.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sofia Braga



"O meu problema era, entre doentes de cancro da mama, precisar perceber qual a doente que vai correr bem e qual vai correr mal", ou seja, era uma questão de prognóstico, disse à agência Lusa Sofia Braga.
"A minha previsão é que existem seis genes que são mais importantes. Testei três deles em material biológico de doentes do IPO de Lisboa", avançou a investigadora.

Sofia Braga, médica oncologista a trabalhar no Instituto Gulbenkian de Ciência, é responsável por um dos dois trabalhos de investigadores portugueses que hoje vão receber 15 mil euros cada, através das bolsas Terry Fox.
O dinheiro da bolsa vai permitir "continuar a expandir a validação destes três genes, neste momento testados em muito poucas doentes." disse Sofia Braga.

terça-feira, 6 de março de 2012

Sandro Alves recebe Prémio Pulido Valente da Ciência


Sandro Alves, cientista mealhadense de 33 anos, actualmente a trabalhar em França, foi distinguido com o Prémio Ciência Professor Francisco Pulido Valente 2011, este ano subordinado ao tema "Doença genética: Novas Abordagens para o diagnóstico, mecanismo e tratamento". Sandro Alves desenvolve investigação na doença Machado-Joseph, doença caracterizada pela descoordenação motora, em especial dos movimentos musculares voluntários e da fala, identificada pela primeira vez na década de 1970, em famílias açorianas e em luso-descendentes nos EUA, e diagnosticada pelo médico Corino de Andrade, e já fez saber que doará os 10 mil euros do Prémio para a compra de cadeiras de rodas. Estas cadeiras de rodas serão entregues pelo Lions Clube da Mealhada, na próxima quinta-feira, a quatro instituições do concelho da Mealhada, às 18 horas, nas instalações da Loja Social da Mealhada.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

João Salaviza



João Salaviza ganhou a competição de curtas-metragens do festival de Berlim com “Rafa”. O realizador português volta assim a ser distinguido num dos principais festivais de cinema europeus, depois de ter ganho a Palma de Ouro em Cannes, em 2009, com Arena.

João Salaviza considera Rafa como o terceiro capítulo de uma espécie de trilogia iniciada com Arena, em 2009, e continuada com Cerro Negro, no ano passado.

A nova curta-metragem do jovem realizador português, de 27 anos, conta a história de um adolescente que se aventura do interior da sua casa do subúrbio para visitar a mãe numa prisão de Lisboa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Investigadores portugueses descobrem que falta de androgénios “envelhece” tecido do pénis.



Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto descobriu que a redução dos níveis de androgénios nos homens provoca alterações estruturais no tecido do pénis semelhantes às que ocorrem durante o envelhecimento, podendo originar disfunção erétil. Os investigadores chegaram a esta conclusão depois de compararem o tecido do pénis de três grupos de homens: jovens, idosos saudáveis e jovens saudáveis mas com níveis reduzidos de androgénios.
Depois de realizados os estudos laboratoriais, os investigadores concluíram que o tecido peniano neste grupo de homens apresentava maior semelhança estrutural com o tecido dos indivíduos idosos do que com o dos outros jovens.
Os cientistas explicam que os níveis de androgénios observados naquela população específica são muitíssimo reduzidos, sendo natural que os efeitos observados no tecido do pénis sejam acentuados. No entanto, “a partir destas conclusões, podemos admitir que qualquer redução da produção de androgénios deve ser tratada logo que possível”, conclui a investigadora.
A obesidade também deve ser alvo de tratamento precoce, “porque se sabe que os homens com excesso de peso têm maior risco de desenvolverem hipogonadismo, já que tendem a apresentar níveis de androgénios abaixo do normal e níveis de estrogénios aumentados”.
O trabalho em causa foi publicado na conceituada revista científica internacional Age, The Official Journal of the American Aging Association. OM/FMUP

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Designer português vence prémio da agência americana Graphis.



Tendo encontrado a notícia do concurso no site de um designer que visita regularmente, concorreu. Um ano depois, Sérgio Alves é premiado com o Graphis Gold Award na categoria Poster Annual 2012.
A Graphis, que se apresenta como Diário Internacional de Comunicação Visual, recolhe, ao longo do ano, trabalhos enviados por designers de todo o mundo e elege vencedores para várias categorias.
“É a satisfação pessoal de fazer um trabalho e saber que é reconhecido”, afirma Sérgio Alves. O prémio não lhe trouxe nenhuma recompensa monetária, mas encara as participações em concursos como investimentos: “Concorre-se, perde-se dinheiro e ganha-se divulgação”.

O gosto pelo design surgiu no ensino secundário. Depois, entrou para o curso de design gráfico na escola artística e profissional Árvore, no Porto, onde se distingue como melhor aluno de 2009. “Depois não fazia sentido parar”, diz.

O estudante viu já vários trabalhos publicados em editoras e revistas internacionais. Participa em projectos como o Jornal Universitário do Porto e a revista Dédalo, da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Também colabora com a revista Drama. Os projectos são muitos, mas “Em geral, dá-se menos atenção aqui do que no estrangeiro”, adianta.

“Habituei-me a ser autodidacta, a estar atento, a trabalhar por mim e a não estar à espera de que as coisas venham ter comigo”. Tem “objectivos a longo prazo” e pensa que a crise não vai ser nenhum bicho-de-sete-cabeças.